quinta-feira, 3 de março de 2011

Reciclagem.


Estamos em um período da história em que quase tudo pode ser transformado e ou modificado. Pergunto-me, conseguimos reciclar nossos sentimentos?! Melhor, como dizia Sartre, “Freedom is what you do with what’s been done to you.” Ou seja, como você reage com aquilo que ocorre com você?
Começo com essas perguntas justamente para chegar ao assunto que quero ressaltar. No início de ano sempre há juramentos, desejos e promissões em relação ao novo ano que chega. Vale lembrar que no ano que passou a tradição de fazer promessas e juramentos foram as mesmas, mesmo que essas idealizações fossem diferentes.
Instigo-me, e os sentimentos que nos acompanharam durante os 12 meses passados: insatisfação, luto (perdas), frustração, raiva, desapontamentos, etc. Tais sentimentos ainda o acompanham nesse novo ano? É certo que certos acontecimentos desagradáveis marcam e causam impactos na vida de um sujeito, conseqüentemente gerando algumas emoções intensas. Porém, a questão é se nós conseguimos reagir a isto, e o melhor, transformando esses sentimentos desagradáveis em motivações ou pulsões para reinventar nossas vidas.
É... Sinto dizer que infelizmente nem todos os seres humanos são suscetíveis para essa reciclagem, ou seja, não conseguem reinventar suas vidas devido a esses sentimentos que são recalcados e trazidos à tona em forma de sintomas. Vale lembrar que essa atitude exige esforço, e a primeira etapa é sair desse status de “vítima da situação”, seguir em frente e reprojetar sua vida.
Portanto, essa atitude demanda tempo, trabalho, escolhas e dedicação. Não é um processo de curto prazo, ele exige esforço e sofrimento, o preço emocional de reinventar a própria vida, começar de novo.
Que tal começar a reciclagem dos seus sentimentos nesse início de ano?!


                                             
                                                             *Natália Martins


Pausa para refletir:

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente…
( Drummond )

                                     

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